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Pequenos hábitos que tornam o dia mais leve

por Ricardo Pereira

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Muitas pessoas acreditam que mudanças significativas na qualidade de vida exigem grandes decisões: mudar de emprego, alterar completamente a rotina ou adotar programas complexos de desenvolvimento pessoal. Na realidade, o bem-estar diário costuma ser mais influenciado por hábitos pequenos e repetidos do que por acontecimentos extraordinários.

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Em Portugal, onde o ritmo de vida é frequentemente mais equilibrado do que em muitos grandes centros internacionais, é possível observar como gestos simples incorporados ao quotidiano contribuem para dias menos stressantes e mais previsíveis. O segredo não está em fazer mais, mas em reduzir a quantidade de fricção mental ao longo do dia.

Começar a manhã sem pegar imediatamente no telemóvel

Um dos hábitos mais úteis é evitar que a primeira atividade do dia seja verificar notificações.

Quando alguém acorda e entra imediatamente em contacto com mensagens, notícias ou redes sociais, o cérebro passa instantaneamente para um estado de reação.

Em vez disso, os primeiros minutos podem ser dedicados a ações simples:

  • abrir as janelas;
  • beber água;
  • arrumar a cama;
  • tomar pequeno-almoço com calma.

Esta pequena mudança ajuda a iniciar o dia de forma mais estável e menos dependente de estímulos externos.

Preparar o ambiente antes de começar a trabalhar

Cinco minutos de organização podem poupar dezenas de minutos de distração mais tarde.

Antes de iniciar o trabalho ou estudo:

  • retirar objetos desnecessários da mesa;
  • preparar água ou café;
  • abrir apenas as aplicações necessárias;
  • definir a primeira tarefa do dia.

Quando o ambiente está organizado, o cérebro gasta menos energia a lidar com estímulos concorrentes.

Fazer pequenas caminhadas

Não é necessário realizar longos treinos para sentir benefícios físicos e mentais.

Uma caminhada de 10 a 15 minutos:

  • melhora a circulação;
  • reduz tensão acumulada;
  • aumenta a capacidade de concentração;
  • ajuda a reorganizar pensamentos.

Nas cidades portuguesas, onde muitas zonas urbanas são favoráveis à circulação pedonal, este hábito pode ser facilmente integrado na rotina.

Não transformar todas as pausas em tempo de ecrã

Muitas pessoas passam o dia inteiro entre computador e telemóvel.

Durante as pausas, é comum continuar a consumir informação digital. O resultado é que o cérebro nunca descansa verdadeiramente.

Uma pausa mais eficaz pode incluir:

  • olhar pela janela;
  • caminhar alguns minutos;
  • preparar uma bebida;
  • conversar com alguém.

O descanso mental depende da mudança de estímulo, não apenas da interrupção da tarefa principal.

Manter uma garrafa de água por perto

A desidratação ligeira é mais comum do que parece e pode afetar:

  • atenção;
  • memória de curto prazo;
  • disposição;
  • níveis de energia.

Ter água sempre acessível reduz a necessidade de lembrar constantemente essa tarefa e facilita uma hidratação mais regular ao longo do dia.

Resolver imediatamente tarefas que demoram menos de dois minutos

Algumas tarefas acumulam-se sem necessidade:

  • responder a uma mensagem simples;
  • guardar um documento;
  • lavar uma chávena;
  • colocar algo no lugar correto.

Quando estas pequenas ações são adiadas repetidamente, criam sensação de sobrecarga desproporcional ao seu tamanho.

Executá-las rapidamente evita acumulação de pendências mentais.

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